06 agosto 2025

Verbetes: pequenos textos, grandes descobertas

 Verbetes: pequenos textos, grandes descobertas

Essa aula será pensada para turmas do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) ou Ensino Médio, dependendo do nível dos alunos. A proposta valoriza leitura, escrita e análise de verbetes, especialmente os do tipo enciclopédico e dicionário.


🎓 Aula de Língua Portuguesa

Tema: Verbetes: pequenos textos, grandes descobertas

Duração: 50 minutos
Objetivo geral:
Compreender o gênero textual verbete, explorando suas características, estrutura e função, promovendo a habilidade de leitura e produção de verbetes de forma autônoma e criativa.


📚 Habilidades da BNCC (exemplos):

  • EF69LP17: Analisar e comparar diferentes gêneros textuais.

  • EF69LP19: Produzir textos considerando a situação comunicativa, o propósito e o gênero textual.

  • EF67LP25: Utilizar o dicionário e outras fontes de pesquisa para enriquecer vocabulário.


📍 Etapas da Aula

⏱️ 1. Acolhida e provocação (5 minutos)

  • Cumprimente a turma e escreva no quadro ou apresente no slide:

    "O que você faz quando quer descobrir o significado de uma palavra ou saber mais sobre um assunto?"

  • Ouça rapidamente as respostas. Faça perguntas como:

    • Você já usou um dicionário? E a Wikipédia?

    • O que esses textos têm em comum?

Transição: “Hoje vamos explorar um tipo de texto que, embora pequeno, é poderoso: o verbete!”


📖 2. Leitura e análise de exemplos (10 minutos)

Apresente dois tipos de verbetes:

  1. Dicionário (exemplo):

Palavra: Sol  
Classe gramatical: substantivo masculino  
Significado: Estrela luminosa do sistema planetário, em torno da qual 
gravitam os planetas.  
Origem: Do latim solis.  
Sinônimos: astro-rei  
  1. Enciclopédia/Wikipédia (exemplo):

Sol é a estrela central do Sistema Solar. Todos os planetas, incluindo 
a Terra,giram ao seu redor. Composto principalmente por hidrogênio 
e hélio, o Sol é a fonte primária de luz e energia para o nosso planeta.

📝 Pergunte:

  • O que há em comum entre os dois textos?

  • O que é diferente?

  • Para que serve cada tipo de verbete?


🧠 3. Características do gênero "verbete" (5 minutos)

Explique (quadro ou slide):

Características Verbete de Dicionário Verbete Enciclopédico
Objetividade Muito alta Média
Informações Curtas e diretas Explicativas e detalhadas
Linguagem Técnica e seca Acessível e mais fluida
Organização Palavra → definição Título → parágrafos informativos

🤔 4. Atividade em dupla: produção de verbetes (20 minutos)

Parte 1: Escolha de tema

Distribua (ou projete) cartões com temas como:

  • Foca

  • Sol

  • Amazônia

  • Computador

  • TikTok

  • Chocolate

  • Lhama

  • Brasil

  • Lua

  • Água

Cada dupla sorteia ou escolhe um.

Parte 2: Desafio criativo

👉 Cada dupla deve:

  1. Produzir um verbete de dicionário com definição objetiva da palavra.

  2. Produzir um verbete enciclopédico, como se fosse uma entrada de Wikipédia.

Ofereça folhas, dicionários impressos ou digitais (se houver acesso) para consulta.


📢 5. Socialização (5 a 8 minutos)

Convide 3 ou 4 duplas a lerem seus verbetes (um de cada tipo).
Destaque os acertos, criatividade e sugira melhorias, se necessário.


📝 6. Encerramento e reflexão (2 a 5 minutos)

Pergunte:

  • O que você descobriu hoje sobre os verbetes?

  • Qual dos dois tipos você achou mais fácil de escrever? Por quê?

Mensagem final:

“O verbete é um texto pequeno, mas cheio de informações. Com poucas palavras, ele nos leva a grandes descobertas!”


✏️ Sugestão de lição de casa:

Crie um verbete enciclopédico e um de dicionário sobre um tema livre que você goste (ex: um personagem de série, um esporte, um país, uma comida etc.).



08 julho 2025

Aprendendo português com Gênesis 1

Aprendendo Português com Gênesis Capítulo 1

Estudar a língua portuguesa pode ser uma experiência enriquecedora quando utilizamos textos significativos e cheios de história. O capítulo 1 do livro de Gênesis, primeiro livro da Bíblia, é um ótimo exemplo de texto que pode ser explorado não apenas em seu aspecto espiritual, mas também linguístico. Neste artigo, vamos mostrar como Gênesis 1 pode ajudar no aprendizado da gramática, da leitura e da interpretação textual.

1. A estrutura narrativa de Gênesis 1

O capítulo 1 de Gênesis segue uma estrutura narrativa bem definida e organizada. A repetição de expressões como “E disse Deus” e “E viu Deus que era bom” revela uma sequência lógica dos eventos. Isso ajuda o leitor a identificar a organização temporal do texto e a construção de parágrafos coesos.

Além disso, a narrativa apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão — elementos fundamentais para a compreensão de gêneros textuais narrativos.

2. Tempos verbais e ações concluídas

Os verbos utilizados estão, em sua maioria, no pretérito perfeito do indicativo, como “criou”, “separou”, “fez” e “disse”. Esse tempo verbal indica ações finalizadas, o que torna o texto ideal para estudar a conjugação verbal e o uso correto dos tempos na escrita narrativa.

É interessante observar como o uso consistente desse tempo dá fluidez à leitura e reforça a ideia de sequência dos atos criadores de Deus.

3. Vocabulário enriquecedor

Gênesis 1 é um texto que traz palavras menos comuns no vocabulário cotidiano, como “firmamento”, “expansão”, “luzeiros”, “abismo”, entre outras. Trabalhar com esse tipo de vocabulário ajuda o leitor a ampliar seu repertório linguístico e a desenvolver habilidades de dedução de significado pelo contexto.

Além disso, o uso de palavras simbólicas e poéticas contribui para o desenvolvimento da sensibilidade literária.

4. Repetição com propósito e coesão textual

A repetição é uma marca estilística importante em Gênesis 1. Expressões como “Haja luz”, “E houve tarde e manhã” são repetidas com variações sutis, o que proporciona coesão ao texto. Esse recurso pode ser usado em sala de aula para mostrar como a repetição, quando bem empregada, não é redundância, mas ferramenta de estilo.

O uso de conectivos como “e”, “então”, “depois” também contribui para a progressão textual, algo essencial na escrita de bons textos dissertativos e narrativos.

5. Interpretação e sentidos figurados

Embora seja um texto de tradição religiosa, Gênesis 1 pode ser analisado também do ponto de vista literário e linguístico. A criação do mundo em sete dias pode ser interpretada simbolicamente, o que permite discussões sobre sentido literal e sentido figurado.

Essa abordagem estimula o pensamento crítico e a leitura inferencial, duas habilidades valorizadas em provas como o ENEM e concursos públicos.

6. Análise gramatical prática

Gênesis 1 é um ótimo material para análises morfológicas e sintáticas. É possível identificar com facilidade sujeitos, verbos, complementos e orações. O texto é didático por sua clareza estrutural, o que facilita a construção de exercícios de identificação de classes gramaticais e estrutura das orações.

Além disso, a pontuação — em especial o uso de vírgulas e pontos finais — pode ser analisada para mostrar como a clareza depende da correta organização dos períodos.

7. Interdisciplinaridade e valores

Outro ponto positivo do uso desse texto em sala de aula é a possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar com as disciplinas de história, filosofia e ensino religioso, sempre com respeito às diferentes crenças. Os valores de organização, propósito, ordem e beleza podem ser discutidos também do ponto de vista ético e cultural.

Conclusão

Utilizar Gênesis capítulo 1 como recurso para aprender português é uma escolha pedagógica rica e eficaz. O texto apresenta estrutura clara, vocabulário elevado, tempo verbal coerente e excelente potencial de interpretação. Ao unir linguagem e valores, o estudo da língua portuguesa se torna mais significativo e profundo.

Se você é estudante, professor ou apenas um apaixonado por português e textos clássicos, essa é uma excelente oportunidade de unir fé, cultura e conhecimento linguístico.

28 maio 2025

Funções da Linguagem – Referencial, Emotiva e Conativa ou Apelativa

Introdução às Funções da Linguagem

O que são funções da linguagem?

A linguagem é uma das ferramentas mais poderosas do ser humano. Não é só meio de comunicação, mas também expressão de pensamentos, emoções, desejos e intenções. Cada vez que abrimos a boca, escrevemos uma mensagem ou até mandamos um emoji, estamos ativando uma ou mais funções da linguagem. Mas afinal, o que são essas tais funções? Em resumo, são formas pelas quais a linguagem atua para cumprir diferentes objetivos comunicativos. Roman Jakobson, um dos principais linguistas do século XX, foi quem sistematizou essas funções.

As funções da linguagem nos ajudam a entender o propósito de cada mensagem, quem está falando, para quem está falando e o que quer alcançar com aquilo. Em uma conversa informal com um amigo, usamos uma linguagem cheia de emoção. Em uma notícia de jornal, o foco está em informar, de maneira neutra. Já em um comercial de TV, o objetivo é convencer você a comprar algo. Cada uma dessas situações ativa uma função específica.

Na prática, entender essas funções ajuda tanto a produzir quanto a interpretar melhor as mensagens no nosso dia a dia. Seja lendo, assistindo, ouvindo ou escrevendo, sempre estamos imersos num oceano de comunicação. Saber navegar por ele faz toda a diferença.

Por que entender as funções da linguagem é importante?

Saber identificar e aplicar as funções da linguagem vai muito além da sala de aula. É algo que impacta diretamente a nossa comunicação, seja no ambiente profissional, acadêmico ou pessoal. Quando compreendemos qual é o foco de uma mensagem, conseguimos interpretá-la com mais clareza e responder de forma mais eficaz. Por exemplo, numa entrevista de emprego, reconhecer a intenção por trás da pergunta pode ser a chave para dar uma resposta certeira.

Além disso, essa compreensão é crucial para quem trabalha com textos – professores, redatores, jornalistas, publicitários, roteiristas. Saber como usar a linguagem a seu favor permite moldar a mensagem para atingir exatamente o efeito desejado.

Outro ponto é o desenvolvimento do senso crítico. Quando entendemos como a linguagem pode ser usada para manipular, emocionar ou informar, passamos a ser leitores e ouvintes mais atentos. Não aceitamos tudo passivamente – analisamos, interpretamos e, se necessário, questionamos.


A Função Referencial da Linguagem

Definição e características da função referencial

A função referencial é talvez a mais comum e facilmente reconhecível no nosso dia a dia. Também chamada de função denotativa ou informativa, seu principal objetivo é transmitir uma informação objetiva sobre a realidade. Aqui, o foco está no conteúdo da mensagem, no “assunto”, e não em quem fala ou para quem se fala.

Essa função aparece com frequência em textos jornalísticos, textos científicos, manuais, enciclopédias, relatórios técnicos, e por aí vai. O que importa aqui é clareza, precisão e objetividade. A linguagem costuma ser direta, sem subjetividade ou emoção.

Uma característica marcante da função referencial é o uso da linguagem denotativa, ou seja, com palavras usadas em seu sentido literal, sem duplo sentido ou metáforas. O emissor tenta ser o mais neutro possível para que a informação chegue sem ruídos ao receptor.

Exemplos práticos da função referencial

Vamos aos exemplos, que são sempre ótimos para fixar o conteúdo:

  • Notícia de jornal: “A temperatura média registrada nesta terça-feira em São Paulo foi de 23°C.”

  • Texto científico: “A água é composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio.”

  • Manual de instrução: “Para ligar o aparelho, pressione o botão vermelho por 3 segundos.”

Em todos esses casos, a linguagem está voltada para transmitir dados, fatos, instruções ou conhecimentos. Não há espaço para emoção, opinião ou persuasão.

Onde ela é mais utilizada?

A função referencial está presente em diversos contextos onde o foco é o conteúdo da mensagem. Veja alguns exemplos de onde ela aparece com frequência:

  • Educação: livros didáticos, apostilas, explicações de professores.

  • Ciência: artigos científicos, teses, experimentos.

  • Meios de comunicação: reportagens, boletins meteorológicos, notas informativas.

  • Administração e negócios: relatórios de desempenho, instruções de uso, contratos.

Essa função é fundamental para garantir a objetividade e a clareza necessárias em situações em que a precisão da informação é crucial.


A Função Emotiva da Linguagem

Como identificar a função emotiva

Diferente da função referencial, que olha para o objeto, a função emotiva coloca os holofotes no emissor da mensagem. Ela revela sentimentos, emoções, opiniões e impressões pessoais. É o “eu” se expressando diretamente na comunicação.

Essa função é facilmente reconhecida pelo uso da primeira pessoa, adjetivos subjetivos, interjeições e pontuação expressiva. Quando alguém diz “Estou exausto hoje!”, está claramente colocando emoção e subjetividade na fala.

A função emotiva é típica em textos como cartas pessoais, diários, letras de música, poemas e também nas redes sociais, onde todo mundo está sempre se expressando.

A subjetividade como ponto central

O que caracteriza a função emotiva é justamente essa subjetividade. Aqui, a linguagem ganha tons emocionais, íntimos, muitas vezes até dramáticos. Não se busca informar, mas expressar.

A pontuação também desempenha um papel importante. Exclamações, reticências e interrogações marcam a emoção na linguagem escrita, assim como o tom de voz faz isso na linguagem falada. As interjeições — “Ai!”, “Nossa!”, “Ufa!” — também ajudam a dar essa carga emocional.

Exemplos e usos na vida cotidiana

Confira alguns exemplos típicos da função emotiva:

  • “Eu não aguento mais esse calor insuportável!”

  • “Que felicidade poder compartilhar esse momento com vocês!”

  • “Estou muito decepcionado com o que aconteceu…”

Ela é muito presente no nosso dia a dia. Seja num post de desabafo no Instagram, num bilhete de amor ou até numa conversa rápida pelo WhatsApp, essa função está sempre nos ajudando a colocar pra fora o que sentimos.


Perfeito! Vamos continuar com os próximos tópicos do artigo, seguindo a estrutura e mantendo a qualidade e profundidade de conteúdo.


A Função Conativa ou Apelativa da Linguagem

O que caracteriza a função conativa?

A função conativa, também chamada de apelativa, foca no receptor da mensagem. Aqui, o objetivo principal é influenciar o comportamento do outro, seja para convencê-lo, persuadi-lo, incentivá-lo ou até mesmo dar uma ordem direta. Enquanto a função referencial fala sobre o conteúdo e a emotiva sobre o emissor, a conativa está preocupada em provocar uma reação no destinatário.

Essa função é facilmente identificada quando há uso frequente de verbos no imperativo, pronomes na segunda pessoa e vocativos. Frases como “Compre agora!”, “Você não pode perder isso!” ou “Vamos juntos nessa!” são exemplos clássicos. O emissor quer que você FAÇA algo, mude uma atitude, siga uma orientação ou tome uma decisão.

Como a função apelativa influencia o comportamento?

Você já foi impactado por uma propaganda que te fez sentir que precisava daquele produto, mesmo sem saber por quê? Bem-vindo ao poder da função conativa! Essa função é utilizada para provocar ação, seja em campanhas publicitárias, discursos motivacionais, orientações educativas ou comandos militares. O foco é mover o receptor da passividade para a ação.

As técnicas persuasivas são uma das maiores aliadas dessa função. Argumentos emocionais, promessas de benefícios, gatilhos mentais como escassez e urgência, e linguagem direta são elementos muito usados para intensificar o apelo da mensagem. Ao colocar o receptor como protagonista, a função conativa assume um papel estratégico em diferentes áreas, principalmente no marketing e na política.

Além disso, ela tem forte presença no ambiente escolar e familiar, quando adultos tentam orientar ou corrigir comportamentos de crianças. Frases como “Arrume seu quarto!” ou “Preste atenção!” são exemplos de apelo direto à ação.

Publicidade, política e outras aplicações

A função conativa é uma das mais exploradas em campanhas publicitárias. Afinal, o principal objetivo da publicidade é convencer o consumidor a comprar, aderir, experimentar, clicar ou compartilhar algo. Veja alguns exemplos:

  • Publicidade: “Não deixe para amanhã. Assine hoje!”

  • Política: “Vote consciente. Escolha quem se importa com você.”

  • Educação: “Leia atentamente antes de responder as questões.”

  • Saúde pública: “Use máscara. Proteja-se e proteja os outros.”

Essa função também aparece em discursos religiosos, campanhas sociais, avisos e até slogans. Sempre que alguém quer influenciar o outro a agir de determinada forma, a linguagem conativa entra em cena.


Comparação entre Referencial, Emotiva e Conativa

Diferenças marcantes entre as funções

Para compreender melhor essas três funções da linguagem — referencial, emotiva e conativa — é essencial perceber o que as diferencia. Cada uma delas tem um foco distinto e atua com um propósito específico na comunicação. Vamos resumir essas diferenças principais:

  • Função referencial: foco na informação. O objetivo é transmitir dados objetivos sobre a realidade.

  • Função emotiva: foco no emissor. A linguagem expressa sentimentos, emoções e opiniões pessoais.

  • Função conativa: foco no receptor. Busca provocar uma ação, influenciar decisões ou comportamentos.

Além do foco, há também variações no vocabulário, na estrutura da frase e nos recursos linguísticos usados. A referencial é clara e objetiva; a emotiva é carregada de emoção e subjetividade; a conativa é persuasiva, direta e imperativa.

Quando cada uma entra em cena?

A escolha da função linguística depende do contexto da comunicação e da intenção do emissor. Em um artigo científico, por exemplo, a função referencial é predominante. Já numa rede social, onde as pessoas compartilham sentimentos e desabafos, a função emotiva ganha força. Em uma propaganda, por sua vez, a conativa é quem manda.

Essas funções podem coexistir no mesmo texto, mas sempre há uma predominância. Imagine um texto publicitário que, além de querer vender um produto (função conativa), também apresenta dados técnicos (função referencial) e tenta criar conexão emocional com o consumidor (função emotiva). Elas se complementam, criando uma comunicação mais rica e eficaz.

A Importância do Contexto na Interpretação das Funções

Contexto e intenção comunicativa

O mesmo trecho textual pode ter funções diferentes dependendo do contexto. Isso acontece porque a linguagem não vive sozinha — ela precisa do ambiente, do tom, da situação e da intenção de quem fala para ser completamente entendida. Um simples “Você vai mesmo fazer isso?” pode ser uma pergunta inocente (referencial), uma demonstração de preocupação (emotiva) ou até uma tentativa de manipulação (conativa), tudo vai depender de como e onde é dito.

A intenção comunicativa é o fio condutor que ajuda a determinar qual função da linguagem está em destaque. Entender isso exige sensibilidade, experiência e atenção aos detalhes. Por isso, a análise de textos precisa sempre levar em conta o contexto de produção.

Ambiguidade e sobreposição de funções

Nem sempre é possível separar de forma “pura” as funções da linguagem. Na maioria dos casos, há uma sobreposição de duas ou mais funções, criando mensagens mais complexas. Um discurso político, por exemplo, pode informar (referencial), expressar emoções (emotiva) e apelar para o voto (conativa), tudo ao mesmo tempo.

Essa ambiguidade enriquece a comunicação, mas também exige mais atenção do receptor. Ele precisa identificar o que está sendo dito, quem está dizendo e com que intenção. Só assim é possível interpretar a mensagem com precisão e evitar mal-entendidos.



18 maio 2025

O PODER DA LINGUAGEM PUBLICITÁRIA

O Poder da Linguagem Publicitária: Estilo, Concisão e Recursos Persuasivos

A linguagem publicitária está por toda parte. Em outdoors, redes sociais, comerciais de TV e até nos podcasts que ouvimos, os anúncios buscam impactar, persuadir e convencer o público a consumir produtos ou serviços. Para atingir esse objetivo, os textos publicitários fazem uso de estratégias linguísticas, visuais e sensoriais, que vão muito além da simples apresentação de informações. Neste artigo, vamos explorar como a linguagem verbal e não verbal, a concisão textual e as figuras de linguagem atuam de forma integrada para criar mensagens impactantes.

A linguagem publicitária e sua função persuasiva

O texto publicitário é, antes de tudo, um instrumento de persuasão. Para ser eficiente, precisa ser capaz de atrair a atenção do leitor, provocar o desejo e induzir à ação — seja essa ação a compra de um produto, a adesão a uma ideia ou o engajamento com uma marca.

Para isso, utiliza:

  • Imagens atrativas, que dialogam com o público-alvo;
  • Textos curtos e impactantes, com foco em slogans;
  • Apelo emocional, através de histórias, metáforas ou situações do cotidiano;
  • Figuras de linguagem, que ampliam o sentido e tornam a mensagem mais expressiva;
  • Intertextualidade, estabelecendo conexões com filmes, músicas, memes ou outros textos já conhecidos do público.

Linguagem verbal e não verbal: um casamento estratégico

Na publicidade, a linguagem verbal (palavras, frases, slogans) não caminha sozinha. Ela é reforçada pela linguagem não verbal (imagens, cores, expressões faciais, tipografias), compondo um todo coeso e expressivo.

Um exemplo interessante é a campanha da rede Hortifrúti que utiliza a imagem de uma laranja vestida como o super-herói "Lanterna Verde". A frase "Laranja Verde" brinca com a sonoridade e faz uso da intertextualidade para associar o produto a um herói que combate doenças. A linguagem visual reforça a mensagem e aumenta o apelo do anúncio.

A importância da concisão nos textos publicitários

Outro elemento central na linguagem publicitária é a concisão. Em um mundo em que a atenção do público é disputada segundo a segundo, saber comunicar muito em poucas palavras é uma habilidade valiosa.

Um bom texto publicitário:

  • Vai direto ao ponto;
  • Evita repetições;
  • Elimina informações secundárias;
  • Valoriza a clareza e a objetividade.

Ser conciso não significa ser superficial, mas sim saber escolher as palavras certas para transmitir uma mensagem completa e envolvente. Um exemplo disso é o slogan "Só laranja, só suco", que comunica pureza, naturalidade e exclusividade do produto em apenas quatro palavras.

Figuras de linguagem: criatividade e expressividade

Para fugir do óbvio e capturar a atenção, os textos publicitários recorrem a figuras de linguagem, ferramentas que ampliam o significado das palavras e criam efeitos de sentido que cativam o público.

As mais comuns são:

  • Metáfora: Substitui um termo por outro com o qual guarda semelhança. Exemplo: "Esse mês não acaba nunca".
  • Hipérbole: Exagera uma ideia para provocar impacto. Exemplo: “A pizza mais gostosa do universo!”
  • Ironia: Diz o contrário do que se quer afirmar. Exemplo: "Que dia lindo!" em meio a uma tempestade.
  • Comparação: Usa termos como “como”, “tal qual”. Exemplo: “Forte como um touro”.
  • Paradoxo: Une ideias opostas. Exemplo: "Menos é mais".

Intertextualidade: diálogo entre textos

A intertextualidade consiste no uso de referências a outros textos conhecidos do público para criar familiaridade e humor.

Por exemplo, ao fazer referência a um filme famoso, como “Lanterna Verde”, ou à expressão “viajar na maionese”, a publicidade estabelece pontes com o repertório cultural do público. Isso torna o anúncio mais envolvente e aumenta as chances de memorização da marca.

Exemplo: a marca Hemmer associou a expressão “viajar na maionese” à imagem da ginasta Rebeca Andrade. O resultado foi uma campanha leve, divertida e cheia de personalidade, valorizando o produto com credibilidade.

O papel das emoções na publicidade

A publicidade eficaz não apenas informa — ela emociona. O uso de crianças, animais, cenas familiares ou momentos inspiradores é intencional: busca tocar o coração do consumidor. Isso se alinha ao chamado neuromarketing, que investiga como as emoções influenciam decisões de compra.

Campanhas como a do Burger King no Dia das Mães, que brinca com o ciúme dos filhos, provocam risos e identificação, tornando a marca mais humana e próxima do consumidor.

Como a publicidade influencia nossas escolhas

Talvez você nem perceba, mas muitos de seus desejos de consumo foram despertados por anúncios inteligentes que souberam combinar elementos visuais, frases de efeito, trilhas sonoras e metáforas marcantes.

Anúncios bem elaborados podem:

  • Alterar percepções sobre produtos simples;
  • Criar vínculos emocionais com marcas;
  • Influenciar decisões de compra, mesmo inconscientemente;
  • Moldar hábitos e comportamentos.

Conclusão: compreender para ensinar e consumir com consciência

Analisar a linguagem publicitária é uma ferramenta de educação crítica que prepara o estudante — e o cidadão — para entender, interpretar e refletir sobre o que consome.

Ao conhecer os mecanismos que tornam um anúncio persuasivo, somos capazes de:

  • Criar mensagens mais eficazes como produtores de conteúdo;
  • Consumir com mais consciência ao reconhecer as estratégias usadas pelas marcas;
  • Ensinar com propósito, promovendo letramento midiático na escola.

A publicidade é, sem dúvida, uma das manifestações mais completas da linguagem contemporânea. E dominá-la é um passo essencial para quem quer comunicar bem, ensinar com eficiência e consumir com responsabilidade.

12 maio 2025

Entre Papéis e Links: Como as Notícias Impressas e Digitais Moldam Nosso Jeito de Ler.


A transformação do jornalismo: do papel ao digital

A forma como acessamos as notícias mudou radicalmente. Antes, dependíamos dos jornais impressos que chegavam às bancas. Hoje, a informação chega em segundos ao nosso celular, tablet ou computador. Essa transformação não alterou apenas o meio, mas também o modo como nos relacionamos com as notícias, seus recursos linguísticos e a experiência de leitura.

Comparando formatos: o impresso versus o digital

Recursos exclusivos de cada suporte

Os jornais impressos apresentam um formato fixo e linear: título, subtítulo, corpo do texto e imagens. Sua periodicidade é limitada, e as atualizações de conteúdo só aparecem em edições futuras.

Já os portais digitais oferecem uma leitura mais dinâmica e interativa, com:

  • Atualizações em tempo real;
  • Links, vídeos e gráficos interativos;
  • Ferramentas de compartilhamento e comentários;
  • Recurso de áudio para leitura da notícia.

Como essas diferenças afetam o leitor?

A notícia digital atrai pelo imediatismo, variedade e facilidade de acesso. Já o jornal impresso mantém seu público fiel, que aprecia o manuseio, o formato clássico e a leitura sequencial.

O poder dos títulos e a escolha dos verbos

Verbos no presente: criando impacto e atualidade

O uso de verbos no presente do indicativo, como em “USP faz homenagem” ou “Fóssil é encontrado”, cria uma sensação de atualidade, mesmo que o fato tenha ocorrido no passado. Isso aproxima o leitor do acontecimento e confere mais impacto à manchete.

Voz ativa e voz passiva: qual usar?

A voz ativa foca em quem realiza a ação:

“O governo estadual anuncia o novo plano de urbanização.”

A voz passiva destaca o acontecimento:

“Novo plano de urbanização é anunciado pelo governo estadual.”

No jornalismo, a voz passiva é comum quando o autor da ação não é o mais importante — o foco é o fato.

Elementos essenciais da notícia

Toda notícia bem estruturada possui:

  • Título: atrai e informa de forma direta;
  • Subtítulo (linha fina): complementa o título;
  • Lide (ou lead): responde às perguntas básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê;
  • Corpo da notícia: desenvolve os detalhes do acontecimento.

Leitura crítica e educação midiática

Analisar como as notícias são construídas é um passo fundamental para formar leitores mais críticos. Entender a estrutura, a linguagem e os efeitos de sentido (como o uso da voz passiva) nos ajuda a consumir informação com mais consciência e responsabilidade.


22 abril 2025

Entenda os Elementos que Tornam um Texto Publicitário Persuasivo

Entenda os Elementos que Tornam um Texto Publicitário Persuasivo

Os anúncios publicitários estão presentes em nosso cotidiano e exercem grande influência sobre nossos hábitos de consumo. Mas você já parou para pensar por que certos anúncios chamam mais atenção do que outros? Neste post, vamos analisar os efeitos de sentido que tornam um anúncio eficaz, compreendendo a importância da linguagem verbal, não verbal e mista, bem como o uso estratégico de elementos como cores, imagens, slogans e pronomes demonstrativos.

Qual o Objetivo de um Anúncio Publicitário?

O principal objetivo de um anúncio é divulgar um produto, serviço ou ideia, utilizando uma linguagem clara, apelativa e criativa. A mensagem precisa ser captada de forma rápida pelo público-alvo, especialmente em espaços como estações de metrô ou no trânsito.

Tipos de Linguagem nos Anúncios

  1. Linguagem Verbal: Utiliza predominantemente textos, com frases curtas e diretas. Exemplo: anúncios do Governo Federal que trazem mensagens escritas com clareza e objetividade.
  2. Linguagem Não Verbal: Usa apenas imagens para transmitir a mensagem. É comum em locais onde há pouco tempo para leitura, facilitando a comunicação imediata.
  3. Linguagem Mista: Combina texto e imagem. Esse tipo é muito eficaz porque explora tanto o visual quanto o textual, potencializando o poder de persuasão.

A Importância dos Slogans

Um slogan é uma frase curta e marcante usada para facilitar a identificação de uma marca. Um bom slogan é fácil de lembrar, comunica o conceito da empresa e agrega valor ao produto. Exemplos clássicos incluem slogans do McDonald’s e da Bom Bril, que fazem parte do imaginário popular.

Como as Cores e Imagens Influenciam?

As cores, o contraste, a qualidade das imagens e a escolha da fonte impactam diretamente na atenção e memorização do público. Marcas como Pringles, por exemplo, usam tons vivos e fontes destacadas para chamar atenção e transmitir mensagens sobre sabor, frescor e qualidade.

O Papel dos Pronomes Demonstrativos nos Anúncios

Palavras como “esse” e “este” são fundamentais na construção de uma linguagem mais próxima ou mais formal com o público:

  • “Esse”: aproxima o leitor da mensagem, tornando-a mais informal e amigável.
  • “Este”: aproxima o emissor da mensagem, conferindo um tom mais formal e institucional.

Produzindo um Anúncio Publicitário

Para criar um bom anúncio, é importante seguir os seguintes passos:

  1. Escolha o produto, serviço ou ideia que será anunciado.
  2. Crie um slogan curto e criativo.
  3. Utilize imagens que representem bem a mensagem.
  4. Escolha cores e fontes apropriadas.
  5. Inclua um pequeno texto que destaque os benefícios do que está sendo anunciado.
  6. Use pronomes demonstrativos de forma estratégica para aproximar ou formalizar o tom.
  7. Mantenha um layout equilibrado entre texto e imagem.

Atividades Educativas

Durante as aulas, os estudantes são incentivados a criar seus próprios anúncios, utilizando os conhecimentos aprendidos. A proposta é desenvolver senso crítico, criatividade e compreensão dos mecanismos de persuasão na linguagem publicitária.

Conclusão

Compreender como funcionam os elementos de um anúncio publicitário é essencial para desenvolver uma leitura crítica das mensagens que recebemos diariamente. Além disso, esse conhecimento pode ser aplicado na criação de anúncios mais eficazes, seja no ambiente escolar ou no mercado profissional.


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18 abril 2025

Anúncios Publicitários: Como Criar Peças Criativas, Eficazes e Persuasivas na Educação


Introdução aos Anúncios Publicitários na Educação

A publicidade está em todo lugar — na TV, nas redes sociais, nas ruas... e por que não na sala de aula? Quando bem utilizados, os anúncios publicitários podem se tornar ferramentas poderosas no processo de ensino-aprendizagem. Eles não apenas despertam o interesse dos estudantes, mas também incentivam o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de análise de mensagens visuais e textuais.

Integrar anúncios nas aulas, especialmente nas disciplinas de Língua Portuguesa, permite que os alunos entendam como as palavras e imagens influenciam nossas escolhas, comportamentos e emoções. Essa prática contribui para formar leitores mais atentos e conscientes, capazes de interpretar o que consomem no dia a dia.

Além disso, os anúncios oferecem um terreno fértil para explorar a linguagem persuasiva, os pronomes demonstrativos, os efeitos visuais e sonoros, entre outros aspectos essenciais da comunicação. É uma maneira prática e envolvente de conectar a teoria com a vida real.

O Que é um Anúncio Publicitário?

Um anúncio publicitário é uma mensagem elaborada para promover um produto, serviço, ideia ou comportamento. Seu principal objetivo é convencer o público a adotar uma atitude ou realizar uma ação — como comprar algo, aderir a uma causa ou refletir sobre um tema.

Ele se diferencia de outros gêneros textuais por sua linguagem apelativa, uso estratégico de imagens, e pela necessidade de capturar rapidamente a atenção do receptor. A estrutura geralmente inclui um título chamativo, uma imagem impactante, um texto breve, e um slogan memorável.

É importante distinguir o anúncio de cartazes de campanha ou informativos. Enquanto os cartazes tendem a informar ou educar sobre um tema social (como uma campanha de doação de sangue), o anúncio busca persuadir — ainda que às vezes ambos usem os mesmos elementos visuais e verbais.

Em contexto educacional, analisar e produzir anúncios ajuda os estudantes a perceberem como esses recursos são usados para construir sentidos, manipular emoções e direcionar ações, algo essencial para o consumo consciente de mídia.

Tipos de Linguagem em Anúncios Publicitários

A riqueza de um bom anúncio está na forma como ele usa a linguagem. E aqui, não estamos falando só de palavras — mas também de cores, símbolos, imagens e até silêncio visual. Existem três tipos principais de linguagem nos anúncios publicitários: verbal, não verbal e mista.

Linguagem verbal

A linguagem verbal está presente quando o anúncio usa palavras escritas para transmitir a mensagem. Frases curtas, impactantes e de fácil compreensão são comuns nesse tipo de abordagem. Exemplos incluem slogans famosos como “Amo muito tudo isso” ou “1001 utilidades”.

Essa linguagem é poderosa porque pode resumir toda a proposta de valor de um produto em uma simples sentença. No ambiente escolar, trabalhar com anúncios verbais ajuda os alunos a entender a força das palavras e a praticar a síntese de ideias.

Linguagem não verbal

Já os anúncios que usam somente imagens, cores, símbolos ou expressões faciais se enquadram na linguagem não verbal. Eles não dependem de palavras escritas para comunicar algo, o que os torna ideais para ambientes de passagem rápida — como outdoors, estações de metrô, ou painéis digitais.

Esses anúncios trabalham com o impacto visual e a interpretação subjetiva do público. Na sala de aula, analisar esse tipo de peça é uma excelente forma de treinar a leitura de imagens e desenvolver a percepção visual dos estudantes.

Linguagem mista

A linguagem mista combina texto e imagem para criar um efeito mais completo e envolvente. Esse é o tipo mais comum de anúncio e, talvez, o mais eficaz. A imagem chama atenção, enquanto o texto direciona a interpretação.

Esse tipo de anúncio permite explorar a coesão entre elementos verbais e não verbais, e é perfeito para atividades em que os alunos criam suas próprias peças publicitárias, exercitando criatividade, organização textual e senso estético.

O Poder dos Slogans na Publicidade

Sabe aquela frase que não sai da sua cabeça? Tipo “Porque você vale muito” ou “Vem pra Caixa você também”? Isso é o poder de um bom slogan! Ele é um elemento fundamental na construção da identidade de uma marca.

O que é um slogan?

Um slogan é uma frase curta, impactante e fácil de memorizar. Ele resume, com criatividade, a essência de uma marca, produto ou serviço. Além disso, tem que ser relevante para o público e diferenciado dos concorrentes.

Os slogans são essenciais porque atuam como âncoras na mente do consumidor. Quando bem feitos, permanecem por anos, virando até bordões populares.

Como slogans se tornam memoráveis?

A resposta está na simplicidade, na repetição e na emoção. Slogans eficazes costumam ter uma estrutura rítmica ou sonora agradável, brincar com trocadilhos, e despertar sentimentos positivos.

Na educação, analisar slogans é um excelente exercício para trabalhar figuras de linguagem, jogos de palavras e os efeitos sonoros da língua. Também é uma forma divertida de incentivar os alunos a criar seus próprios slogans para campanhas fictícias ou temas sociais relevantes.

Elementos Visuais e Estratégicos dos Anúncios

Além do texto, o sucesso de um anúncio depende muito do seu visual. Afinal, a primeira impressão é sempre a imagem. Elementos como cores, imagens, fontes e disposição do conteúdo são cuidadosamente escolhidos para causar impacto.

Uso das cores, imagens e fontes

As cores carregam significados: vermelho é ação, azul transmite confiança, verde sugere natureza. As imagens devem ser de alta qualidade e representativas da mensagem. Já as fontes devem ser legíveis e estilizadas de forma a destacar o conteúdo importante.

Tudo isso contribui para criar uma experiência visual que capture a atenção em segundos — o tempo médio que alguém dedica a um anúncio antes de decidir se vai prestar atenção ou ignorar.

Equilíbrio visual e layout atrativo

Um layout bem organizado equilibra imagem e texto, facilita a leitura e orienta o olhar do leitor para onde importa. Em sala de aula, discutir o equilíbrio visual ajuda os estudantes a compreender a importância do design gráfico, mesmo em produções simples.


 

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